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P&G quer eliminar até 100 marcas

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P&G quer eliminar até 100 marcasVer imagem ampliada
Grupo, que é dono da Gilette e da Pampers, anunciou que ficará com 80 marcas, que geram 95% dos lucros.

Após anos de expansão em diversos setores, de alimentos para pets a produtos de beleza, a Procter & Gamble anunciou na sexta-feira (01/08) que irá eliminar até 100 marcas de seu portfólio.  Segundo o CEO A. G. Lafley afirmou à imprensa internacional, a decisão radical faz parte da estratégia da empresa de melhorar seu desempenho financeiro. Assim, ficará com `apenas` 80 marcas, mas que geram 95% dos lucros e 90% das vendas. “A nova linha da P&G será continuar crescendo rápido, mas de maneira sustentável e gerando maior valor às marcas“, afirmou Lafley à jornalistas e analistas durante conferência na qual apresentou os resultados financeiros da empresa. Segundo o executivo, essa mudança deixará a empresa mais simples, menos complexa e mais fácil de operar e administrar.

O executivo não detalhou quais marcas serão cortadas, mas o analista da Sanford C. Bernstein & Company, Ali Dibadj, afirmou ao New York Times que a P&G deve manter suas marcas de peso, como Pampers, Gillette e Tide. Por outro lado, ele especulou que devem ser cortadas a Zooth, linha de higiene bucal para crianças, a Graham Webb e a Trojan. Analistas também preveem que a P&G deva se livrar de algumas marcas do setor de beleza, como linha de perfumes da Naomi Campbell..”Faz um bom tempo que a empresa não tem uma performance tão boa quanto em outras áreas. Talvez agora eles simplesmente entenderam que não precisam estar no setor de beleza“.

O New York Times analisa que a decisão da empresa está relacionada ao fato de que os consumidores têm gastado muito menos após a crise financeira, que estourou há 5 anos. “A P&G, assim como outras fabricantes, tem ficado sob pressão constante para melhorar as vendas e cortar custos. No ano passado, além disso, tiveram que enfrentar a pressão de um de seus maiores investidores, que levou à alteração do quadro dos principais executivos, inclusive da saída do CEO Robert A. McDonald“ - que se aposentou após 33 anos de empresa. Lafley assumiu o comando da empresa há 14 meses, com o objetivo de focar nas operações centrais do grupo. Em abril, a P&G anunciou a decisão de vender suas marcas de alimentos para pets para a Mars, por US$ 2.9 bilhões.

Na sexta-feira, a empresa informou que suas vendas líquidas totais caíram 1% no último trimestre, ficando em US$ 20 bilhões. A redução de custos ajudou a aumentar o lucro em 38%, para US$ 2.6 bilhões. 

Fonte: epocanegocios.globo.com

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